Geraldo Magela de Oliveira

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Uma Geração perdida no seu TEMPO - Crônicas do Oliver

Crônicas do Oliver

Uma Geração perdida no seu TEMPO

Olá

Havia já alguns dias que não escrevia texto algum. Poderia ser o cansaço diário ou talvez a vida um tanto assoberbada e até mesmo os percalços e peças que a vida teima em nos pregar. Mas, ao conversar com uma colega de trabalho nos veio um assunto do qual estamos esquecidos ou até mesmo deixamos de lado por causa da nossa falta de propósito para o futuro. Ela me falava sobre seus sobrinhos e da educação recebida nos lares dos mesmos. Falava que os pais criavam os filhos em uma espécie de redoma, dentro da qual não chegavam notícias desagradáveis e eram totalmente protegidos de tudo que se passa pelo mundo afora. Perguntei-me então até que ponto eu ajo assim no que diz respeito à educação de minhas filhas? Deixei claro para ela e principalmente para mim mesmo que agiria de forma diferente. E não muito depois desta conversa, vieram a falecer duas pessoas muito próximas a nós e nesta oportunidade pudemos optar por levar nossas filhas aos velórios. Grata surpresa nossa ao perceber a naturalidade com a qual elas lidaram com a morte de pessoas queridas e muito próximas. Tive a certeza então de que o enfrentamento da verdade por menor e mais novas que sejam as crianças, pode ser benéfico em sua formação. Mas como nem tudo são flores, a partir desta conversa e de minhas atitudes também pude observar o comportamento de outras crianças e adolescentes próximos a mim. Tive então uma decepcionante visão do futuro destes jovens se algo não for mudado em suas mentes. Estes jovens de hoje dada a educação que receberam, o amor em demasia, à superproteção e principalmente à falta de incentivo, estão se tornando pessoas sem perspectiva de futuro. Não trabalham devido às leis atuais de nosso país, não estudam devido ao demasiado convívio com a tecnologia e suas redes sociais, não se respeitam porque assim não foram ensinados e não pedem almejar algo para o qual não foram talhados. É absurda esta minha afirmação? Sim, pode até ser. Porém, na perspectiva de alguém que começou a trabalhar na adolescência, estudou, serviu às Forças Armadas e sempre trabalhou, não consigo imaginar um futuro decente para estes jovens a não ser que haja uma mudança radical na forma em que educamos nossos filhos. Em tempos de crise financeira, precariedade da Previdência e desemprego em alto índice, uma atitude drástica deve ser tomada. Que possamos mostrar aos nossos filhos e descendentes que trabalho não é doença, estudo não assombração e que redes sociais e tecnologia só sevem ao homem quando são utilizadas de maneira moderada. Caso contrário nós seremos escravos sem cadeias e libertos sem o direito de ir e vir. Nossa transformação deve ser diária e plena.

Hoje é o dia e a hora é agora.

Na certeza de que algo verdadeiro e rico posso fazer.