Geraldo Magela de Oliveira

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Soltando os nossos MONSTROS - Crônicas do Oliver

Crônicas do Oliver

Soltando os nossos MONSTROS

Olá,

Em todo o meu tempo de vida, tive o privilégio de conviver com os mais variados tipos de pessoas. Convivi com drogados, profissionais do sexo, alcoólatras, trabalhadores, preguiçosos, mentirosos, verdadeiros, infames, criminosos, policiais, políticos e toda a parafernália de pessoas possíveis. Entre estas pessoas e durante esta convivência aprendi muito sobre eles, sua tribos, seus costumes e o principal. Aprendi a respeitá-los de maneira incomum. Estas pessoas, independente do caminho que a vida lhes leva a percorrer, tem uma história marcada por cicatrizes que em alguns casos nunca vão ser curadas de forma natural. Alguns conseguiram sobreviver, muitos se perderam pelos caminhos e outros vieram a se matar. Mas, de todo este meio surgiram também alguns vencedores. Estes vencedores, em alguns casos tem vergonha de seu passado e apesar de todo o sucesso que hoje possuem, teimam em esconder o seu passado por causa da hipocrisia de uma geração que não aceita erros do passado. Como se ninguém conseguisse mudar o que foi e principalmente como se estes julgadores, fossem os supra-sumos da equidade e ética. A estes julgadores eu digo que tornem aos buracos de onde vieram. Pois neste mundo não há ninguém que não tenha cometido um erro. A estes vencedores que hoje escondem seu passado, digo que é hora de soltar os seus monstros interiores e mostrar a toda a espécie de pessoas que mesmo sendo imperfeitos, somos capazes de contribuir para uma sociedade equânime e solidária. Digo somos, porque eu também já errei muito em minha vida, e apesar de todo o passado ser diferente do meu presente e com certeza de meu futuro, não me arrependo de ter passado por tudo isso. arrependo dos pecados que cometi e estes já foram perdoados por D'us. Mas todos os erros me transformaram em alguém muito melhor. Tenho muito o que crescer e melhorar, pois não passo de um verme em forma de monstro diante da Grandeza D'Aquele que me criou e me libertou do pecado. Por isso, hoje façamos como as Frenéticas em 1977. É hora de abrir as asas, soltar as feras e cair não na gandaia, mas cair em nós mesmos e mostrarmos ao mundo que apesar de sermos monstros, somos seres humanos que amam e que se amam mais ainda.

Tenhamos uma certeza na vida, D'us está ao nosso lado em todos os momentos e espera que o atendamos em Seu chamado para O servir. A partir deste momento, seremos mais que filhos e servos. Seremos co-herdeiros de um Reino Maravilhoso. O Reino dos Céus.

Na certeza de que estou pronto a seguir o meu D'us e transformar minha vida em algo muito melhor. Sirvo sempre Ao Senhor.