Geraldo Magela de Oliveira

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Palavras que VOAM - Crônicas do Oliver

Crônicas do Oliver

Palavras que VOAM

Olá,

Em um estudo da Torah por estes dias, estava lendo sobre a porção entre Números 30 e 32. Logo no começo me deparei com algo interessante e que me fez lembrar de minha infância. Naquele tempo era muito comum fazermos promessas para "santos" em busca de uma graça. Se não estudássemos o suficiente, fazíamos promessa para sairmos bem nas provas. Se gostávamos de alguma menina, então a promessa era para que ela nos enxergasse de forma diferente e amorosa. Porém, tirávamos notas baixas na prova devido a não estudar e se por coincidência a menina viesse a sorrir para nós, aquela promessa era esquecida devido ao brilho do sorriso da menina amada. O que tem isso a ver com o texto? No texto falava-se justamente de votos desnecessários, tolos e impossíveis de se cumprir. Isso mesmo. O texto nos lembra que não devemos prometer nada a alguém e muito menos a D'us, se não tivermos a intenção e também a condição de cumprir com o prometido. Lembrei então de meu avô, que era um homem de pequena estatura. Porém de uma hombridade que até hoje mais 30 anos após sua morte, ainda não encontrei ninguém parecido e penso eu não irei. Falo isso porque se um de nós prometer algo, temos a obrigação de cumprir. Primeiro não somos obrigados a prometer nada a ninguém. Segundo a quem prometemos geramos a expectativa de algo a receber, seja pelo aspecto financeiro ou simplesmente uma visita social. falo das visitas sociais, devido ao envelhecimento de nossos pais e amigos que quando lhes é prometido algo, e gerado no coração deles um sentimento de valorização tal que eles não veem a hora do cumprimento da promessa. Nos asilos e casas de repouso, quando os filhos que por mandamento deveriam honrar seus pais o deixam de fazer ao não mais visitar e até mesmo abandonar os seus entes mais queridos, causam uma transformação nestas pessoas que em muitos casos levam à depressão e morte. Por isso, devemos tomar cuidado com o que nossas bocas professam. Nossas palavras são como ondas de rádio que não param de propagar e no momento certo, nos serão cobradas cada uma delas. Hoje é dia de voltarmos para nós mesmos e pensar no que queremos para nosso futuro. Sermos tratados com dignidade e respeito por nossos filhos e descendentes? Ou sermos tratados como tratamos nossos pais e idosos com os quais convivemos? A escolha é somente nossa. Que na hora de escolher saibamos tomar a direção certa e ser verdadeiramente aquilo para o qual o Pai nos chamou. Servos aprovados de D'us.

Na certeza de que a escolha certa farei.