Geraldo Magela de Oliveira

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Os limites da nossa Compaixão - Crônicas do Oliver

Crônicas do Oliver

Os limites da nossa Compaixão

Olá,

Quais são os nossos sentimentos quando vemos alguém sofrer? Muitas vezes, temos agido com indiferença ante as desilusões e sofrimentos alheios. É de nossa natureza, pensar primeiro em nós mesmos antes de enxergar que outros têm problemas e até mesmo, sentimentos. No meio secular, isto é natural, uma vez que as pessoas buscam cada vez mais o sucesso financeiro e suas benesses, e não têm tempo para viver, sentir ou até mesmo respirar. Todo o tempo é gasto na sanha de buscar riqueza a qualquer preço, deixando de lado o convívio familiar e com amigos. Os encontros são de negócios. Os almoços, regados a negociatas com seres da mesma espécie. E mesmo quando conseguem o tão sonhado sucesso, ainda não têm tempo para a família que tem que se contentar com o fim de semana no sítio da família. Que seria ótimo, se não fossem todos aqueles parceiros de negócios que chegam para o almoço e churrasco e aquele precioso tempo que seria gasto com os filhos é desperdiçado em mais conversas sobre contratos e valores. Valores estes, que não são os verdadeiros que são almejados pela família. Podem ter de tudo, mansão, sitio, carros, joias e uma gorda conta bancária. Porém uma coisa muito importante é ausente neste lar, falta Paz. A alegria do fim de semana é esquecida com a chegada da segunda feira. A vida volta ao normal e o desejo de se ter mais, novamente é colocado em primeiro plano. Mas, o que tudo tem isto a ver com a compaixão? Infelizmente, a grande maioria das pessoas se esqueceu dos verdadeiros valores e já não se preocupam com seus irmãos, parentes e amigos. Temos como cristãos e servos de D'us a obrigação enxergar verdadeiramente que estes são os que mais sofrem. Que estas famílias destruídas, onde o amor ao dinheiro consome tudo aquilo que trás felicidade, precisam de nosso amor para que haja esperança de dias melhores onde, companheirismo, confiança, abnegação, amor pelos filhos, dedicação às esposas e fidelidade sejam fartos e para que estes valores, não sejam trocados por um maço de notas. Nós como servos de D'us, temos tudo isto de sobra e temos a obrigação moral e espiritual de levar nosso amor e compaixão a todos àqueles que sofrem. Pois apesar de serem ricos, eles são verdadeiramente os mais pobres. Pois lhes falta a plenitude do Evangelho, a Graça de D'us, e a comunhão da Igreja. Dizendo isto, que a partir de hoje, sejamos mais espirituais e menos materiais, para mostrar o verdadeiro exemplo que D'us nos deu. Que a Palavra de D'us é suficiente rica e plena para trazer alegria e amor a todos àqueles que sofrem. É hora de nos tornarmos agentes da fé e da alegria. Que nossas vidas sejam exemplo para aqueles que necessitam.

Na pureza do amor de D'us.