Geraldo Magela de Oliveira

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Mãe Natureza tenha Misericórdia de mim - Crônicas do Oliver

Crônicas do Oliver

Mãe Natureza tenha Misericórdia de mim

Olá,

Há algum tempo e digamos assim não muito recente, aconteceu em nosso país uma Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente chamada ECO 92. Falaram sobre mudanças nas políticas climáticas, protocolos de intenções, medidas a serem adotadas e uma infinidade de discursos recheados de emoção feitos por homens com uma capacidade de oratória incrível e que deixavam as plateias e conferencistas extasiados de tanto brilho. Pois, um bom tempo se passou e a humanidade caminha a passos largos para a destruição total de seu planeta mãe. E o mais interessante, é que ao ouvir um álbum de Marvin Gaye do início dos anos 70 pude notar que a preocupação já era bem mais antiga. Em 1971 Marvin gravava Mercy, Mercy me como um chamado aos povos para que mudassem a forma como tratavam o planeta Terra. A letra em questão mostrava um homem pedindo por misericórdia por causa de seus pecados contra o planeta. De que adiantaram exemplos como a bomba atômica, toneladas de óleo derramadas por petroleiros ao mar, baías lotadas de esgoto, mares repletos de dejetos sendo mostrados na televisão e jornais, se governantes e população em geral nada fazem para isso mudar. Não adianta ONGs milionárias que se dizem ambientalistas pedirem fortunas em apoio, se o cerne da questão não é combatido. Se não educação nas escolas e nos lares. Se não há exemplo dos governantes, como alguém irá se comportar de maneira correta? Mas, será que é simplesmente tendo exemplos de governantes que faremos uma verdadeira mudança em nosso meio ambiente? Com certeza não. Para que haja uma verdadeira onda de mudança, deve partir de cada um que tem consciência da preciosidade que é a nossa natureza. A grande maioria das ONGs voltadas ao meio ambiente são geridas por grupos que mostram um apreço pela natureza de uma maneira sobrenatural. Mas, na hora de comprar um carro, ter uma casa confortável não abre mão do ar condicionado, vestem roupas de grifes, relógios de ponta que custam o valor de uma casa aos mais necessitados em África. Estou julgando? Não. Estou sendo hipócrita? Com certeza um pouco, pois tenho condições de fazer mais pelo meio ambiente e, no entanto prefiro o conforto. Porém, não saio eu a propagar e incentivar atos em favor de um ambiente que eu mesmo não cuido direito. Tenho que mudar? Sim e muito. Mas apenas acontecerá comigo a partir do momento em que esta decisão for tomada com afinco por mim. Assim como eu preciso mudar, clamo a muitos que também o façam. Vamos deixar se sermos hipócritas e mudar realmente quem somos.

Por um ambiente mais digno para nossa descendência eu preciso e vou mudar.

Que Marvin Gaye não tenha falado em vão. Que muitas gerações sejam atingidas através daquilo que ele professou.

Viva a natureza e que ela não se vingue de nós.