Geraldo Magela de Oliveira

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Limites que devemos nos impor - Crônicas do Oliver

Crônicas do Oliver

Limites que devemos nos impor

Olá,

Estava a me lembrar da minha infância hoje e me deparei com algo interessante. Lembrei-me de algumas situações na escola. Pensando naquela professora que tanto se esmerou para que eu aprendesse alguma coisa e que mesmo com uma classe repleta de alunos, não desistia daquilo que era seu trabalho. Pois ela o encarava como uma missão. Ao lembrar da Maria Lúcia veio-me um misto de sentimentos. Pois apesar de ser muito brava ao ponto de alguma vezes puxar nossas orelhas, algo impensável nos dias de hoje conseguia ser extremamente amável ao saber das muitas lutas que alguns alunos passavam em suas casas. Ensinava-nos com carinho extremo e se preocupava com cada aluno, e olha que devíamos ser uns 40 ou mais em sala de aula. Pensando nisso noto o que acontece hoje em dia. As crianças de hoje são completamente diferentes de minha infância. Naquela época nos respeitávamos e éramos leais uns aos outros. O respeito pelos mestres e pais era tão grande que bastava que olhassem para nós e entendíamos o que estava errado e imediatamente nos colocávamos em nosso lugar. Alguns psicólogos dizem que estamos diante de uma geração altamente evoluída e que a forma com que estas crianças de hoje em dia tratam seus pais e mestres, é totalmente normal, pois na opinião deles, é uma geração ímpar que está além de nossa compreensão. Somos inferiores, uma vez que não crescemos no tempo de toda esta tecnologia que está a disposição. No entanto apesar de opiniões diversas, creio que a forma de tratamento e o respeito é algo que não depende de tecnologia ou de racionalidade no tempo. Depende sim, de formação de caráter, de uma educação firmada em valores morais elevados que, no entanto não precisam ser somente os cristãos. Porém que sejam valores incutidos nas mentes e corações de nossos filhos. Então, como pais não devemos ir à escola toda vez que nossos filhos forem chamados a atenção. Primeiro devemos ter em conta o que o mesmo fez, e se nosso filho for a vitima, aí sim nos manifestar contrariamente. Caso contrário, devemos ser nós mesmos a colocar limites ao comportamento de nossos filhos. O limite que preconizamos em suas vidas hoje é justamente o que fará diferença em seu comportamento quando adulto. Que O Eterno Nosso D'us nos inspire e dê forças para que tenhamos a capacidade de educar bem nossos filhos e que sejamos bons exemplos a ser seguidos. Então não seremos chamados à escola por causa de um mau comportamento e sim por nossos filhos serem exemplos de bondade e sabedoria. Que a presença Divina inunde nossos corações e mentes.

Porque somos livres para adorar e servir.