Geraldo Magela de Oliveira

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Casamento SOLITÁRIO - Crônicas do Oliver

Crônicas do Oliver

Casamento SOLITÁRIO

Olá,

Estava por estes dias em aconselhamento para um grande amigo, e o mesmo me queixou muito de seu casamento. Em primeiro lugar, perguntei a ele como ele agia dentro do lar e de que forma tratava sua esposa. Ele me disse com toda franqueza que não era um príncipe encantado no que diz respeito às maneiras, pois não era lá muito delicado nas palavras. Mas, também me disse que muito tem melhorado e que não era nenhum ogro e, portanto merecedor de carinho e principalmente respeito. Já não se sentia casado, pois sua cônjuge não lhe dava o valor que se acha merecido, não o acompanha em seus prazeres, há certo desleixo com a casa e principalmente já não o trata com o carinho e amor que um marido precisa. Este jovem senhor a meu ver disse tudo com extrema sinceridade, uma vez que muito raro ou quase nula é a chance de alguém dizer de forma livre os seus defeitos a outrem. Infelizmente não temos em nosso cerne a capacidade de sermos verdadeiros no que diz respeito a nós mesmos. Então, tenho a obrigação moral de crer na verdade daquilo que ele me disse e portanto a partir deste momento trabalhar para a reconstrução de algo que ao meu ver é muito valioso. Pois, na Palavra de D'us em Gênesis, está escrito: E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. À presença daquele relato eu me pus a perguntar. Até que ponto devemos estar casados com nós mesmos? É preciso salientar que para um casamento dar certo e frutificar, deve haver cumplicidade, amor, paciência, abnegação e respeito entre o casal. E também vale dizer que para que isso aconteça, devemos colocar as necessidades do outro à frente das nossas. Se queres ser feliz no casamento, em primeiro lugar faça seu cônjuge feliz, pois assim ele encontrará motivos para o fazer feliz. Agora se já não há o respeito necessário, não há cumplicidade e muito menos há amor, é melhor que cada um se volte para si mesmo e encontre o melhor a se fazer. Um casamento feito na Presença Do Eterno Nosso D'us é algo indissolúvel. Mas para que isso aconteça era preciso que o compromisso feito na frente D'Ele tenha sido verdadeiro. Então, não prometa o que não podes ou não tens intenção de cumprir, pois a conta chega para ser paga e não há prorrogação. Pensemos bem antes de assumirmos e se mesmo assim acharmos que somos capazes, façamos. Porém com a certeza de que nossa palavra não pode voar aleatoriamente, pois ela vai direto para os ouvidos de D'us.

Que nossa palavra seja sim, sim e não não. Que não seja volúvel e sem tempero. Mas, firme como os Montes de Sião que não se abalam e permanecem para sempre.

Na certeza de que um marido melhor serei e que farei de tudo para que a felicidade habite para sempre em meu lar.