A Arrogância e a Palavra de Deus!
Olá,
A arrogância é um espelho trincado, pois devolve ao homem uma imagem maior do que ele é, mas sempre distorcida. É um vento perene que sopra vazio, mas se apresenta como voz de trovão. É uma coroa de pó sobre cabeças frágeis. O arrogante ergue muros de si mesmo e, dentro de sua fortaleza, acredita estar seguro. Contudo, suas paredes são feitas da cal da vaidade, e que ao menor sopro da eternidade se desfazem em ruínas. Pois como diz a Palavra de Deus em Thiago 4: 6-10 declara: “Deus resiste aos soberbos, mas concede graça aos humildes.” E o que é o homem diante do olhar de Deus, senão pó que respira por misericórdia? A Palavra é lâmpada que ao iluminar, revela a poeira do coração. E no entanto, a arrogância teme a luz, pois prefere a penumbra onde as sombras parecem gigantes e os pequenos se imaginam grandes. Quem se veste de arrogância foge da Escritura, porque nela a máscara cai e a carne se despedaça diante da verdade.
A soberba não passa de solidão disfarçada de grandeza. O arrogante não vê irmãos, mas competidores; não encontra mestres, mas ameaças e não aceita correções, pois acredita que sua voz é a última palavra. Assim, se perde em seu próprio eco. Mas a Palavra de Deus não ecoa: ela cria, transforma, atravessa o silêncio como espada de dois gumes. Os antigos já o sabiam, pois está escrito em Provérbios 16: 18,19: “A soberba precede a ruína.” Faraós desafiaram o Deus Altíssimo e se afogaram em mares. Reis ergueram palácios dourados e comeram poeira. Cidades proclamaram sua glória e se tornaram cinzas. A arrogância é sempre prenúncio de queda, porque ninguém pode disputar com o Eterno Nosso Deus. Jesus Cristo, porém, veio como antítese da soberba. Sendo Deus, esvaziou-se. Sendo Rei, lavou pés. Sendo Senhor, tomou a forma de servo. A Sua Palavra viva caminhou entre nós não com coroa de ouro, mas com coroa de espinhos. E ali, na cruz, nos ensinou que a maior glória não é exaltar-se, mas entregar-se em humildade.
A arrogância nos fecha os ouvidos, mas a Palavra abre horizontes. A arrogância endurece o coração e A Palavra o faz pulsar de novo. A arrogância busca pedestal, no entanto, A Palavra ensina o chão. Quando o homem se curva diante da Palavra de Deus, ele não perde estatura e sim descobre sua verdadeira medida. O pó se reconhece pó, mas também percebe que, nas mãos do Oleiro, pode ser um vaso de honra. No íntimo, a arrogância é apenas medo de ser pequeno. Mas a Palavra revela que ser pequeno diante de Deus é ser grande diante da vida. Aquele que se dobra em joelhos diante Da Palavra, ergue-se diante do mundo. Quem reconhece sua fraqueza encontra força No Senhor e será por Ele exaltado.
Na leitura silenciosa das Escrituras, a soberba se desfaz como névoa. Cada versículo é uma gota que lava, um martelo que quebra e uma semente que floresce. O coração orgulhoso, se ousar permanecer ali, será inevitavelmente transformado. Pois não há arrogância que resista ao sopro suave da voz do Espírito Santo de Deus.
Por isso, lembre-se hoje que:
A arrogância é simples fumaça, mas a Palavra de Deus é rocha inabalável.
A arrogância não passa de miragem, mas a Palavra de Deus é fonte.
A arrogância é uma noite escura que se vangloria, mas a Palavra de Deus é a Luz do amanhecer que nunca falha.
Assim, quando o homem estiver cansado de exaltar a si mesmo, finalmente se curvará diante da Voz eterna, descobrirá a alegria de ser pequeno. Lhe será revelado então, que não é o centro, mas simplesmente uma parte. Que não é rei, mas filho. Pois não é senhor e sim, servo. E nessa entrega verdadeira encontrará uma grandeza que nenhuma soberba pode oferecer: a grandeza de viver à sombra do Deus Altíssimo e iluminado pela luz da Sua Perfeita Palavra.
Seja humilde em seus atos e pensamentos, pois Deus vê sua alma e, no tempo certo, o exaltará!



