Geraldo Magela de Oliveira

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A Liberdade em Sala de Aula - Crônicas do Oliver

Crônicas do Oliver

A Liberdade em Sala de Aula

Olá,

Estamos vivendo um momento interessante em nossa sociedade. Pois, há alguns poucos anos atrás era impensável enxergar a liberdade excessiva com a qual temos que conviver por estes dias. Uma liberdade da qual, apesar de todos precisarmos dela, tem sido usada de uma forma pouco adequada. Em razão dessa liberdade, pessoas são atacadas por ter pensamento diferente, por não concordar com a ideologia política ou mesmo de gênero, por não seguir a mesma cartilha religiosa e também pela condição sexual ou opção como alguns o dizem. Na TV e mídias sociais somos atacados pelas mais diversas "minorias" e também "maiorias" que buscam sua aceitação social em detrimento da condição dos outros. O próprio conceito da palavra liberdade está intrinsecamente ligado ao agir de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa e também a sensação de ser livre e de ninguém depender. Ou seja é um direito de cada ser humano e não apenas de alguns. Então, para termos esta liberdade devemos agir de acordo com o nosso livre arbítrio e assim colocar nossas ideias e valores em um plano no qual será apreciado e devidamente respeitado por todos. Mas, para que isso aconteça, em primeiro lugar devo eu respeitar os direitos de liberdade dos outros. Com base nessa toda liberdade que adquirimos, me lembrei de uma fato contado por um pai que faz parte do meu rol de amigos. Ele veio me contar uma surpresa que seu filho de 16 anos teve sobre um professor seu. Este homem sempre andou pela escola muito bem vestido e dono de um estilo muito próprio e arrojado. Pois, para espanto deste jovem, há poucos dias este mesmo professor se identificou aos alunos como homossexual e além disso apresentou fotos de seu companheiro para a classe à qual leciona. Não consigo em minha total ignorância conceber um ato destes. Todos tem o direito de se expressar e também de viver sua vida como melhor lhe convier. Mas, creio eu ser um absurdo tratar de um tema destes com uma turma de adolescentes em formação. Acho eu ser de um oportunismo exagerado. Não podemos deixar que nossos filhos sejam colocados diante de uma sexualidade para a qual não foram talhados de forma tão vil. Principalmente sendo em uma escola, onde temos crianças de formação católica, protestante e de várias vertentes religiosas, e possuindo cada uma delas a sua forma individual de lidar com os assuntos relacionados ao sexo. Então, creio eu ser nosso dever como cristãos e servos de D'us não permitir que isso aconteça a nossos filhos. Independente de qual for a opção e direito, ele é limitado pela fronteira que há de seu interlocutor. A sexualidade, religião, ativismo político e social de nossos filhos e sua educação deve ser cuidada e tratada em família e não pelos professores. Aos professores, cabe o ensino das disciplinas para as quais são preparados para lecionar e somente isto.

Por um tempo de liberdade sem a invasão do território de outrem.